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terça-feira, 10 de julho de 2012

Que tal nos rebelarmos?!?

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Já dizia um velho e sábio barbudo que a revolução socialista ocorreria pelas mãos de uma determinada classe... 
Não daquela detentora dos meios de produção, donas do capital e que ao longo do tempo e em condições específicas se apropriaram dos meios de produção, centralizando em suas mãos diversos mecanismo de poder, todos empenhados em manter a ordem das relações sociais, muitas vezes entendidas, inclusive, como naturais...
Não foram a esses que ele atribuiu os mecanismos para a realização da tão sonhada revolução.

Você já deve ter ouvido essa história, certamente também deve ter presenciado diversas vezes a contradição que emana dessa relação conflituosa que está latente em nossa sociedade. Esta mesma relação social que o saudoso velhinho buscou explicitar com tanta veemência enquanto vivia. 
Agora mesmo que nunca tenha percebido, ou ouvido falar dela, com certeza ela faz parte de sua vida... E você, estimado leitor, tem uma atuação cotidiana sobre ela, seja de um modo ou de outro, para perpetuá-la ou superá-la!

Engraçado que com o passar do tempo e com tantas versões da mesma história, é fácil tomá-la como uma anedota... ou achar que não passa de uma estória qualquer... 
Ledo engano!

Claro que falar em classes hoje tendo como parâmetros aqueles moldes tradicionais, soa meio estranho!
Olhar para a sociedade na qual vivemos e tentar identificar a estratificação oriunda da divisão social não é tão fácil como foi em tempos de outrora, mas elas estão lá... misturadas, diversificadas, mas presentes! 
Talvez não com o mesmo poder revolucionário que lhes fora conferido, mas estão todos lá... obreiros, operários, trabalhadores do campo, donos de terras, empresários, microempreendedores, trabalhadores sem trabalho, latifundiários, subempregados, assalariados, coronéis, expropriados, "vivendo do suor do seu labor", "rouba, mas faz", banqueiros, e até os que "comem o pão que o diabo amassou", estão todos lá... na vida real!
Alguns deles, muitos deles, a maioria deles, como sempre, dando mais do que recebem, seja no campo ou na cidade, para sustentar a "enferrujada engrenagem".

E não pense que nossa odisseia ao chegar no século XXI tornaram esses que vendem sua força-de-trabalho dispensáveis... 
Nossa sociedade ainda é alimentada pelos trabalhadores, eles, nós e vós constituem ainda a principal força produtiva, mesmo nos ramos mais avançados da indústria ou do campo, mesmo onde o nível técnico exija contratações de operários mais especializados, lá estão!

Pois é, mas quem guarda os portões da fábrica? 
E o nosso dia vai mesmo chegar? 
Será que o que queremos é apenas um trabalho honesto em vez de escravidão? 

Acredito que precisamos de mais perguntas, indagações, indignações com uma boa pitada de inconformação...
Terreno fértil para isso temos, mas o que nos falta então?!?!?

De uma coisa sei: o amanhã não vem pronto, nem determinado pelo cosmos ou por quaisquer outras coisas! 
O amanhã é gestado no cotidiano! 
E "sabe-se que na América e no mundo a revolução vencerá, mas não é próprio de revolucionários sentar-se à porta da sua casa para ver passar o cadáver do imperialismo."    (Declaração de Havana - 1962).  Até porque, como bravejava nosso querido comandante, "o dever de todo revolucionário é fazer a revolução".

Que tal nos rebelarmos?!?

Essa também é uma possibilidade... pense nisso!
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ps. Acabei dando voz a esses devaneios, meio que no repente, depois de assistir ao vídeo que posto aqui da música A fábrica da banda Legião Urbana ilustrado com cenas do filme Tempos Modernos do mestre Chaplin encontrado nessas andanças pelo youtube.




Hasta pronto!


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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brasil Carinhoso?!? OI?!

Presidenta Dilma lançou neste domingo mais um programa para o combate da miséria em nosso país. 
Com foco nas famílias que se encontram na linha da extrema pobreza e com crianças entre 0 a 6 anos, o programa trabalha com ações em três eixos: 1) transferência de renda no valor de até R$ 70,00 a cada membro das famílias beneficiadas, 2) aumento do acesso à creche e ampliação do acesso aos programas de saúde de combate a anemia e a deficiência de vitamina A, 3) bem como a introduzir medicamentos gratuitos para o tratamento da asma nas farmácias nas unidades das farmácias "Aqui tem farmácia popular".

Segue o pronunciamento realizado em rede nacional!


Além de uma boa notícia às famílias, o programa consiste numa importante ação no que tange a proteção social organizada pelo Estado!
Porém...

Cá entre nós, para além dos benefícios que a política realmente trará para as famílias, é importante apresentar algumas questões, a começar pelo título: Brasil Carinhoso! Hein?! Oi?! BRASIL CARINHOSO!? Pois então...

A escolha deste nome  para uma política que tem como mote a assistência social é no mínimo de mal gosto!
Aqui me remeto a ideia de benevolência e ajuda que o nome carrega. E essa é justamente a queremos romper, de que as políticas sociais são benesses do Estado, resultados de um Brasil que é "cuidador e carinhoso". Será mesmo?! Será mesmo que o nosso país é generoso?! E caso o seja, essas famílias precisam de generosidade?! De um carinho por parte de uma nação tão pungente?! Não, não e não! Antes de carinho, as famílias beneficiarias (e também as que não são alcançadas por essa política) necessitam de proteção do Estado e garantia que seus direitos sejam garantidos, a começar por aqueles constitucionais.

Outra questão é supor que as famílias atendidas pelo programa deixem a linha definida de extrema pobreza com esse auxílio ou mesmo automaticamente quando as crianças completarem 7 anos! E nesse ponto a crítica também vai para os outros programas assistenciais do Governo. Necessitamos construir políticas públicas para além dos programas governamentais e junto com elas pensar estratégias de articulação entre elas.

Enfim, acredito que não podemos ser de todo céticos, até porque, o programa busca uma tímida articulação com a educação e saúde o que já é um ganho, mas insuficiente, sobretudo se quisermos superar a histórica característica de focalização dos programas assistenciais. E cá entre nós essa articulação está mais para condicionalidades...
E neste caso esperamos que elas não se tornem um dificultador de acesso para as famílias, como muitas vezes o são as condicionalidades propostas pelo Programa Bolsa Família.

Cada vez mais penso que sobre políticas de transferência de renda temos muito a ouvir o senador Eduardo Suplicy e sua proposta de Renda Mínima, encarando esta como uma alternativa viável e possível!

Em resumo, gostei da iniciativa, mas esperava mais!


8]

quinta-feira, 22 de março de 2012

Imperialismo nosso de cada dia!

"Há um tempo atrás se falava em progresso
Há um tempo atrás eu via televisão!" (Nação Zumbi)

É incrível como algumas coisas persistem com o tempo... digo isso a exemplo do texto que posto hoje!
Publicado inicialmente em 1961 na forma de panfleto, tinha como objetivo desmentir a mídia falaciosa e seus aliados que propagavam aos quatro ventos a soberania nacional dizendo que o Brasil estava longe dos domínios imperialistas... 
Pois bem, 51 anos depois não raro ouvimos da mesma mídia o mesmo discurso falacioso... 
Com pouquíssimas  alterações, talvez no nome das empresas apenas,  (!!!) parece que acabou de ser escrito!

Enquanto isso... o imperialismo pega um pega geral!

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Um dia na vida de Brasilino 

Por Paulo Guilherme Martins 


"Não existe imperialismo no Brasil."

Carlos Lacerda na Tribuna da Imprensa



"Essa história de imperialismo não passa de invenção de falsos nacionalistas que pretendem impedir o progresso da nação."

De O Estado de São Paulo



Não sei se você conhece o Brasilino!? Mas isso não importa…



Brasilino — é um homem qualquer, que mora num apartamento qualquer, numa cidade qualquer… Situemo-lo em Santos, por exemplo.



Brasilino, como todo o bom burguês, começa o dia acordando; sim, porque o operário, este, levanta-se ainda dormindo a fim de chegar a tempo ao serviço.



Brasilino acorda e aperta o botão da campainha à cabeceira da cama, campainha essa que soa na copa; porém soa, consumindo energia — energia que é da Light, e, assim, o Brasilino inicia o seu dia pagando dividendos ao Capital Estrangeiro. Mas Brasilino não pensa nisso e começa o seu dia, feliz!



Abre-se a porta. É Marta, a criada, que entra com o café da manhã: café, leite, pão, manteiga, um pouco de geléia e o jornal — “O Estado de São Paulo”. — Brasilino, como todo o bom burguês, lê somente a boa imprensa — a chamada sadia. 



Enquanto lê as notícias, toma a sua primeira refeição. Brasilino não sabe que o leite, que bebe, é originário de uma vaca que foi alimentada com farelo Refinazil, da “Refinações de Milho do Brazil” (Brasil com Z), que é americana, e que a farinha com a qual foi feito o pão é originária do “Moinho Santista”, que não é santista e sim inglês. Assim, para tomar o seu café da manhã, Brasilino tem que pagar dividendos ao Capital Estrangeiro. Mas, Brasilino nem sabe disso… e toma o seu café, bem feliz!



Terminado o café, Brasilino acende o seu primeiro cigarro: Minister, ou Hollywood, um desses da “Cia. Souza Cruz”, que não é do Sr. Souza e muito menos do Sr. Cruz, mas, sim, da “British, American Tobacco Co.”, o trust anglo-americano do fumo. E assim, para fumar seu cigarrinho, Brasilino paga dividendos ao Capital Estrangeiro. Mas Brasilino nem pensa nisso e saboreia seu cigarrinho, feliz… feliz…



Em seguida, Brasilino vai ao quarto de banho, fazer a sua toilette: acende o aquecedor de gás — gás que é da City e, portanto, do grupo Light, e, enquanto a água aquece, toma da escova de dentes, marca “Tek”, da “Johnson & Johnson do Brasil” (que é americana), e da pasta dentifrícia “Kolynos”, com clorofila, da “Whitehall Laboratories of New York” e, assim, para escovar os dentes, Brasilino paga dividendos ao Capital Estrangeiro. ..



Mas Brasilino nem pensa nisso…



Brasilino não sabe bem o que é clorofila e está certo de que, quando entrou na farmácia e escolheu essa pasta, o fez livremente; ignora que sua vontade foi condicionada pelas custosas campanhas de promoção de vendas, feitas através da imprensa, do rádio e da televisão e que, da mesma forma como ele escolhe sua pasta de dentes, escolhe, também, o seu candidato à Presidência da República.



Em seguida, Brasilino vai fazer a barba: toma do pincel, feito com fios de Nylon, da “Rhodia” — que é francesa — enche-o com creme de barbear “Williams”, que é americano. Ensaboado o rosto, Brasilino toma seu aparelho “Gillette”, munido com lâminas “Gillette”, ambos da “Gillette Safety Razor do Brazil”, e, feliz, vai raspando a face, pois nem pensa que, para fazer sua barba, tem que pagar dividendos ao Capital Estrangeiro. ..



Terminada a barba, Brasilino entra no banheiro, envolvendo o corpo com a espuma acariciadora de um desses sabonetes, “Lever” ou “Palmolive”, um desses cuja espuma acaricia o corpo de 9, entre 10 estrelas de Hollywood. E assim, até para tomar seu banho, Brasilino tem que pagar dividendos ao Capital Estrangeiro.



Após o banho, Brasilino enxuga-se com uma toalha felpuda da “Fiação da Lapa”, que também não é da Lapa porque é Suíça e, a seguir, passa pelo corpo talco “Johnson”, da “Johnson & Johnson do Brasil”.



E… começa a vestir-se.



Acontece, então, uma tragédia! Cai um botão da camisa do Brasilino. Ele toca novamente a campainha, e Marta corre a socorrer o nosso herói, munindo-se de agulha e linha. Dentro de poucos instantes, ao ver Marta cortar a linha com os dentes, depois de preso o botão, Brasilino sente-se novamente feliz. Feliz porque ele não sabe que Marta, a criada, para pregar o botão, usou a linha marca “Corrente” da “Cia. Brasileira de Linhas para Coser”, que é inglesa e que, até para pregar um botão, Brasilino tem de pagar dividendos ao Capital Estrangeiro.



Já vestido, Brasilino despede-se de Marta, avisando que não virá almoçar nem jantar, pois irá a São Paulo, a negócios… — Sai, bate a porta, toma o elevador, que é “Schindler”, da “Schindler do Brasil”, que é suíça, e movido por força fornecida pela Light, chega ao pavimento térreo. Dá bom dia ao zelador e toma o seu automóvel “Volkswagen”, fabricado pela “Volkswagen do Brasil”, que é alemã, rodando sobre pneus “Firestone”, da “Firestone do Brasil”, que é americana, acionado por gasolina refinada pela “Petrobrás”, mas distribuída pela “Esso Standard do Brasil”, que é americana. Até para usar a gasolina, refinada pela Petrobrás, Brasilino paga dividendos ao Capital Estrangeiro! Ele não sabe que os brasileiros têm capacidade para refinar o petróleo e produzir a gasolina, mas não a têm para a “difícil” tarefa de distribuí-la e que, para esse serviço — a simples distribuição — as companhias distribuidoras (Esso-Shell- Gulf-Texaco etc.) ganham muito mais que a Petrobrás. Mas Brasilino ignora tudo isso… e Brasilino é feliz!



Pouco depois, Brasilino encontra-se na Via Anchieta, dirigindo-se a São Paulo. Ao passar por Cubatão e ao ver a Refinaria Presidente Bernardes, põe-se a pensar: “Porcaria essa Petrobrás! Agora que a gasolina é nacional, custa cinco vezes mais.” — Sim, porque Brasilino não reflete que a gasolina custa, agora, muito mais, por um motivo muito simples: ao tempo em que a gasolina era importada, o dólar custava Cr$ 18,72 e, atualmente, para a importação de óleo bruto, custa Cr$ 200,00. — Não sabe, também, que o dólar está caro porque é escasso, e é escasso devido à procura, e a procura é muito grande, porque os dólares obtidos com a exportação brasileira mal dão para fazer face às remessas de royalties e dividendos do Capital Estrangeiro.



A irritação do nosso herói, contudo, logo desaparece, pois a algumas centenas de metros à frente, Brasilino vê surgirem os dutos da Light e uma grande tabuleta com os seguintes dizeres: Light and Power, a maior usina hidrelétrica da América do Sul — 1.200.000 KW — Aí, Brasilino exulta e monologa com entusiasmo — “Isto sim! A Light! A Light! A Light que fez a grandeza de São Paulo.” Sim, porque Brasilino confunde Light com Energia. Ele não sabe que o que fez a grandeza de São Paulo não foi a Cia. Light e sim a Energia e que, se a Energia não pertencesse à Light, São Paulo seria dez vezes maior, ou o Brasil dez vezes menos miserável.



O interessante é que Brasilino nunca perguntou, a si mesmo, o que seria da Inglaterra se não existissem as Lights pelo mundo.



Brasilino prossegue a viagem e, logo mais, atinge o altiplano, onde vê descortinar- se o panorama grandioso do progresso industrial, que ele julga ser do Brasil: “Volkswagen do Brasil”; “Mercedes Benz do Brasil”; “Willys Overland do Brasil”; “General Motors do Brasil”; “Rolls Royce do Brasil”; “Cia. Brasileira de Peças de Automóveis”; “Simca do Brasil”; “Plásticos do Brasil” e inúmeras outras “do Brasil” e “brasileiras”, mas todas elas estrangeiras.



Brasilino, afinal, chega a São Paulo. Estaciona o seu carro em uma das ruas do centro e, a pé, alcança a Rua Líbero Badaró, para concluir um negócio. Brasilino recorda-se de que Líbero Badaró foi um homem que, ao ser assassinado, exclamou: “Morre um liberal, mas não morre a Liberdade!” E Brasilino conclui: “Que sujeito burro! Que interessa a Liberdade para um homem que já morreu!?”



Enquanto assim pensa, Brasilino chega aos escritórios da “Crescinco, Cia. de Investimentos” , pertencente ao Sr. Rockefeller. Brasilino sente-se orgulhoso de emprestar o seu dinheiro a um dos homens mais ricos do mundo, mas que, para financiar as suas indústrias, prefere usar o dinheiro dos próprios brasileiros, atraindo-os com a vantagem de juros de 2% ao mês e livre de imposto de renda. Brasilino não sabe que, entre o dia em que ele entregou o dinheiro e o dia em que esse mesmo dinheiro lhe foi devolvido, a desvalorização da moeda foi de 4% ao mês e, assim, ele está menos rico, pois esse juro e mais os lucros da Cia. Investidora terão, forçosamente, de ser acrescentados ao custo das utilidades, saindo, consequentemente, da própria pele do Brasilino. Mas Brasilino não sabe disso e recebe o seu dinheiro e os juros, feliz!



Liquidado o negócio, Brasilino vai almoçar. — Entra num restaurante onde lhe é servido, como antepasto: frios da “Armour do Brasil”, que é americana, Margarina “ClayBon”, de “Anderson Clayton” que é americana, toma uma “Coca-Cola” e saboreia um prato de massa, preparado com farinha do “Moinho Paulista”, que é inglês, e, depois, come um filé com fritas, cuja carne foi fornecida pelo “Frigorífico Wilson” e as batatas foram fritas com óleo “Mazola”, da “Refinações de Milho Brazil” (Brazil com Z). Como sobremesa, comeu um pudim feito com “Maizena Duryea” também da “Refinações de Milho Brazil” e, assim, até para comer, Brasilino tem que pagar dividendos ao Capital Estrangeiro. Após o almoço, Brasilino passeia pela cidade, a fim de fazer hora para o cinema, gastando a sola do sapato com saltos de borracha “Good Year”, pagando, até para andar, dividendos ao Capital Estrangeiro.



Brasilino entra no Cine Metro, onde passa a tarde, deliciando-se com um filme, que é americano e, para passar algumas horas distraídas, Brasilino paga dividendos ao Capital Estrangeiro. Ao sair do Cinema, Brasilino sente uma leve indisposição; entra numa farmácia e toma um “Alka-Seltzer” . E, assim, até para prevenir uma indigestão, Brasilino precisa pagar dividendos ao Capital Estrangeiro.



Toma novamente o seu carro e volta para Santos. Chegando à casa, faz novamente a sua toilette, liga o rádio de cabeceira, marca “G.E.” da “General Electric do Brasil”, e deita-se sobre um colchão de espuma de borracha “Foamex” da “Firestone do Brasil” e repousa a cabeça, sobre um travesseiro do mesmo material, dormindo, feliz, o sono da inocência.



Não sei porque, mas a história do Brasilino traz sempre, à mente, aquelas magníficas palavras do Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os pobres de espírito porque será deles o reino dos céus.”



Mas uma coisa jamais será do Brasilino: o reino em sua própria terra.



Por isso, leitor, se alguém lhe disser que não existe imperialismo econômico, no Brasil, é porque está enganado, ou porque está enganando você.



Santos, outono de 1961 



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segunda-feira, 5 de março de 2012

Bem vindo a Caverna, aconchegue-se!

Trecho do documentário Janela da Alma (2001) em que José Saramago fala sobre o Mito da Caverna de Platão em nossa contemporaneidade.



"A maioria das imagens que nós vemos não nos tenta falar algo, elas tentam nos vender algo"


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Compañeros poetas

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Em comemoração as conquistas do movimento estudantil ufsquiano... como atestam o ofício em anexo... cantemos em uníssono uma bela canção!

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Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos sucesos
en la poesía, quisiera preguntar
--me urge-,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?

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Às vezes discordamos dos instrumentos, mas de uma coisa jamais duvidemos... A luta coletiva é o ingrediente indispensável na busca por um mundo melhor, mais justo e humano!

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Hasta siempre!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Todo dia era dia de índio!

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Quem disse que dia 19 de abril é dia do índio!?!? 


Mas... se assim aponta meu calendário na parede, aproveito a data pra festejar (oi?) e posto aqui uma reportagem retirada da revista Carta Capital (leia na íntegra >>>Madeiras de Sangue<<<) sobre o avanço do desmatamento na região Amazônia e como tal questão tem destruído importantes reservas indígenas.


Como vocês podem imaginar, temos mesmo muito o que comemorar! 


o_O

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Indústria do desmatamento ilegal avança para áreas intocadas da floresta amazônica e atinge território de índios isolados

O desmatamento ilegal na Amazônia tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas e avança cada vez mais para dentro da floresta, chegando agora a territórios até então intocados onde vivem diferentes comunidades de índios isolados.
Uma das regiões mais afetadas pela ação ilegal de madeireiros é uma área onde vive o povo indígena awa, no Maranhão, segundo um relatório da Funai, de 2010. O levantamento informa que 31% dessa terra indígena foram devastados pelo desmatamento ilegal – o maior na região durante o período.
Outras comunidades sofrem com a destruição criminosa da mata. Imagens divulgadas pela Funai há algumas semanas mostram índios isolados que estão migrando para o Acre afugentados pela presença de madeireiros no lado peruano da fronteira.
E o encontro com as comunidades indígenas brasileiras não tem sido tranquilo. Desde 2006, aldeias são alvos de ataques e saques – tudo regado a uma boa porção de flechadas. É o caso dos kaxinauás que vivem às margens do rio Humaitá, uma das áreas onde o desmatamento no Estado é mais intenso.
Vítimas de sucessivas investidas, os indígenas do Acre, perplexos com o fenômeno que colocou índio contra índio, apelidaram os novos vizinhos de “os brabos”. De fato, nômades e ariscos, os ‘isolados’ não parecem nada dispostos a fazer amizade.
Segundo afirma Elias Bigio, coordenador geral de Índios Isolados da Funai, desmatamento é apenas uma das ameaças. “Além da exploração de madeira, tem o avanço da soja, a mineração, prospecção de petróleo e gás, e o narcotráfico.”


Frentes de proteção

Atualmente a Funai mantém 12 frentes de proteção. E ainda é pouco. Só no Acre são aproximadamente mil indígenas de quatro povos isolados, segundo o relatório produzido a partir das oficinas na terra indígena do Rio Humaitá.
Essas ações todas refletem uma nova política adotada pelo órgão desde 1987, explica o coordenador, Elias Bigio. “Contato com os índios sempre trazia para eles impactos danosos, como colonização, criação de fazendas distribuição de terras, violência e morte.”
“Optamos por ação de preservação e de não contato com essas tribos”, acrescenta. Aproximação de fato, diz Bigio, só em casos de urgência, quando grupos se encontram em situação de vulnerabilidade.

Eixo da destruição

Segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desmatamento da Amazônia cresceu 8% entre agosto e dezembro do ano passado, comparado ao mesmo período em 2009. Em números, foram 1.236km² de desmatamento.
Embora não seja possível dimensionar com exatidão, de acordo com o Ibama, a maior parte desse número é produto do eixo de destruição do chamado cinturão do desmatamento, que inclui os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. Estima-se que 20% da madeira ilegal que sai da Amazônia brasileira seja destinada ao mercado internacional.
Obras de infraestrutura na região também são alvos de críticas. Dois casos, em especial, são apontados como os de maior impacto: a estrada Interoceânica, ligando Rio Branco ao Peru, passando por Assis Brasil e os projetos de estrada, ferrovia e interligação energética (“linhão”) entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa (no Peru), que devem passar por dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Territorial Isconahua – além de morada de índios isolados, áreas de grande biodiversidade.

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E praqueles que ainda insistem em conceder um dia aos índios... 
É só botar o cocar e chamar a tribo...



Sentir vergonha alheia é pouco nesse caso!
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Do dia: "Você apareceu do nada... " (Titãs)


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domingo, 3 de abril de 2011

Vamos discutir a América Latina?!?

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Essa semana acontece na UFSC a 7° edição das Jornadas Bolivarianas.
O evento que este ano tem o tema Imperialismo e Cultura na América Latina apresenta importantes pensadores discutindo e expondo seus trabalhos sobre nosso continente.



Acesse o site para mais informações e participe!

>>>>>VII Jornadas Bolivarianas<<<<

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Da semana: "Vamos discutir a América Latina?!?"

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Diga não!!!

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Vídeos de campanhas publicitárias na luta contra as Megaminerias ao céu aberto na província argentina de Catamarca e arredores...
Conheça...
Divulgue...
Diga NÃO!



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Para saber mais acesse o link: http://concienciasolidaria.com.ar/links.htm


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Do dia: " Se você é capaz e tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros" (Che)

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando o lixo vira arte, os catadores vão para o museu?!?


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Há alguns dias atrás comentei aqui num dos primeiros posts de 2011 uma cena que havia presenciado nas redondezas da minha quebrada, o fato era em relação à uma família que sobrevive da "coleta seletiva" e de "materias reciclados" encontrados pelas ruas da cidade ou doado por outros!

Para aqueles que desejam conhecer a história vale um clique >>>aqui<<<

Pois bem, gostaria de discutir novamente esse tema: Aqueles que vivem "reciclando" "coletando" "(re)aproveitando" o que a maioria dos mortais joga no lixo... agora com um viés no campo da arte.

Antes, porém, vamos aproveitar o post e dar uma olhada nos indicados ao "maior" prêmio do mundo cinematográfico...o Sr. Oscar... São eles: >>listinha bunita aqui<<

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Entre os indicados desse ano, no meio das "surpresas" e "decepções", estão o documentário politicamente correto baseado no trabalho do artísta plástico brasileiro Vik Muniz. O doc "Lixo Extraordinário" é uma parceria entre Brasil e Inglaterra (auheuaheu).
O longa apresenta o cotidiano dos trabalhadores do lixão do Jardim Gramacho, um dos maiores da América Latina, localizado na cidade de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.
A idéia inicial é retratar o trabalho do próprio Muniz por meio dos materiais recolhidos pelos catadores. Cabe aqui uma resslava para o debate ecológico tão popular em nossos dias, o filme também passa por essas vias.
Mas é nas entrelinhas que ele toca num ponto relevante, ao menos pra mim: a finalidade da arte contemporânea.
Afinal, a arte tem uma finalidade? E qual seria seu papel em nossa sociedade?
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Num tempo em que tudo tem o seu apelo estético, o documentário salva-se pela tentativa de apresentar o mundo pelo olhar dos catadores...

No mais o que fica é um esforço de "vender" uma imagem de engajamento político com um alto apelo estético... como se os produtores buscassem politizar a arte, sem ao menos se questionarem o porquê tal ato seria importante no cotidiano daquelas pessoas.

O mais impressionante é o esforço de Muniz de tentar "iluminar" e "resignificar" a atividade laboral daqueles sujeitos do lixão, na busca por uma superação do cotidiano.
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Assistir esse doc me lembrou muito as ações realizadas pela classe média da zona sul do Rio em suas manifestações contra a violência urbana.
Um exemplo são as cruzes negras dipostas na praia de Copacabana ou os carrinhos de supermercados com supostas vítimas circulando nas calçadas do Leblon.
Ações como estas colocadas em prática por organizações não governamentais, a Rio de Paz neste exemplo, embora tenham um efeito midiático expressivo na imediaticidade, não rompem a barreira do clichê: a concessão da palavra e o olhar da benevolência dos ricos para com os pobres.

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De fato foi impossível terminar de assistir o documentário "Lixo extraordinário" e não se perguntar: Como será que essas pessoas continuam vivendo e trabalhando naquelas condições?!?!? \0/

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Talvez uma das exceções entre esses documentários que buscam engajamento político por meio da arte seja Estamira:

"
A minha missão além de ser a Estamira é revelar a verdade, somente a verdade, seja a mentira, seja capturar a mentira e tacar na cara ou então ensinar, amostrar o que eles não sabem, os inocentes, não tem mais inocentes, não tem. Tem esperto ao contrário.
"
profetizava Estamira...

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Do dia: "Nós assistimos televisão também, qual é a diferença?" (Renato Russo)

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ps. To be continued...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Com a palavra: o presidente Lula

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Último pronunciamento do presidente Lula antes de passar o cargo para sua sucessora Dilma Rousseff...





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Do dia: "Otemas festas para a geral... apreciem sem moderação!"

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

The Oscar gold to: Lula?!?

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Hoje saiu a indicação do filme brasileiro que concorrerá ao Oscar 2011, e adivinhem qual será o nosso representante na disputa por uma vaga no tapete vermelho: Lula: o filho do Brasil!!!

Então...



Tudo bem que este foi um dos filmes mais discutidos em terras tupiniquis no ano passado...
Tudo bem que nosso presidente tem uma biografia de superação o que rende uma história emocionante, envolvente...
Tudo bem que seu governo (porque não comentar?!!?) bate recordes de popularidade e prestígio...
Tudo bem que Lula é uma figura conhecida mundo afora, e em 2009 foi escolhido o "Homem do Ano" pelo jornal francês Le Monde...
Tudo bem que ele figura como sendo a 33ª pessoa mais poderosa do mundo no ranking da revista econômica Forbes...
Tudo bem que foi eleito como uma das 50 pessoas que "moldaram a década" segundo o jornal britânico Financial Times...
Tudo bem que é uma das 100 personalidades do ano do mundo ibero-americano pelo jornal espanhol El País, com direito a um perfil escrito pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapateroum...
Tudo bem que como chefe de Estado nosso "filho do Brasil" tem representado muito bem nosso país...
Tudo bem... tudo bem...

Mas agora indicar o filme do Fábio Barreto ao Oscar??
Aí já é demais...

Os motivos que fazem de "Lula: o filho do Brasil" ser um sucesso que é, não se repousa na produção artística da obra, mas sim na figura do próprio Lula, em seu caráter político!

O filme baseado no livro de Denise Paraná conta a história desse retirante, metalúrgico até tornar-se presidente da república. Mas fora isso ele é um filme mais do mesmo, muito semelhante a outro também biográfico de Breno Silveira: 2 filhos de Francisco, ou seja, um melodrama com atores globais!

Talvez o que não deixa o filme descambar seja a atuação de Glória Pires que interpreta a mãe de Lula, Dona Lindu. No mais...

Já havia postado algo sobre o filme em um passado não tão remoto, crrrrica que vai!

Sinceramente, apostava em outros filmes como: O Grão, Os Inquilinos ou Utópia e Barbárie. Em verdade o filme "Lula" foi pensando para as massas, algo próprio ao Oscar, mesmo assim não acredito que entraremos na disputa, porém... não ficaria surpreso se ele figurasse entre os indicados na lista que sai no dia 25 de janeiro de 2011.

Temos todos motivos para vê-lo nessa lista, menos o principal deles: por ser a melhor produção nacional!

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Do dia: "Vem correndo ser feliz!" (Maria Rita)

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sábado, 18 de setembro de 2010

A culpa vai para...

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Sinceramente pensei em descrever neste post como foi que meu celular e alguns cartões de crédito foram roubados ontem num assalto a mão armada quando voltava pra casa...
Mas desisti...
Propagar o medo e reviver toda a história novamente não teriam muito sentido...
Assim como também não vejo muito sentido no BO que fiz na delegacia hoje a tarde: ele subsidiará uma investigação policial ou vai engrossar os números da violência urbana?!?
Fiquei pensando...

Estou bem... "por sorte vãos se os anéis ficam-se os dedos", diria minha vó.

E sobra martelando na cabeça a pergunta: "a culpa (se é que posso chamar assim!) é de quem??!??"

Jamais saberemos???
....

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A culpa seria de Manuel Bandeira?!?

"
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
"
(Porquinho-da-Índia / Manuel Bandeira)

Acho que do Manuel não...

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Seria da Scarlett Johansson?!?



Será? ...

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Talvez então seria do tucano Albano Franco (PSDB/Sergipe) que ao invés de seguir a ordem e votar no Serra, prefere votar na Dilma pra presidente?!

"Que? Hein?! Até tu, Brutus?" (Veja o vídeo saia justa!)

Não, talvez a culpa do Albano seja outra, ser ainda filiado ao PSDB!

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Na real

"Somos todos culpados!", já dizia Darcy Ribeiro.

E eu assino embaixo!

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Acrescentei na lista dos meus blogs visitados mais dois:

Conversa Fiada do Paulo Henrique Amorim
(http://www.conversaafiada.com.br/)

Observatório de Arte
(http://observatoriodearte.com/)

Tenho andado muito por essas bandas nesses últimos dias...

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Do dia: "No and thank you, please Madam. I ain't lost, just wandering" (Adele)

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conversa Afiada é bafo na certa!

Que nós seres humanos sempre fomos fãs de uma conversa a boca pequena, isso não é novidade pra ninguém!
Há quem insista naquela equivocada afirmativa que tal modelo de interação social é próprio da ala feminina. Pior cego é aquele que não quer ver! Homens e mulheres adoram uma fofoquinha, um mixirico, um bafo, bafinho ou bafão!; a diferença é que um genêro possui o estigma e outro não!
Enfim... coisas que esperamos descontruir com o tempo!!! #játánahorapow!

O post hoje é pra divulgar um Blog para aqueles que curtem um bom bafo!
A diferença é o tema da fofoca é a política brasileira, os bastidores da grande mídia brasileira e seus embates políticos, com uma refinada dose de bom humor!
Imagine tudo isso em tempo de eleição... Nuassaa é bafo na certa!
Sim ano de #copadomundo é ano de eleição, pena que descobrimos às vezes tarde demais!!!
Aos menos atentos avisamos: o blog possui um viés muito claro de atuação! Ainda bem!
Divulgação feita, agora é só acessar e se divertir >>>
>>>> Conversa Afiada é escrito pelo jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorin.
De quebra divulgue também!!
Até porque bafo que é bom tem que estar na boca do povo!!!

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Feriadão chegando... que fazer?!? qué hacer?!? what to do? què fer? was tun? que faire?
???
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Pra constar a Gal arrasô com esse look!!!
huauhahuauh

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Do dia: "Dona de divinas tetas, derraba o leite bom na minha cara!"
e/ou
"Vaca de divinas tetas, la leche buena toda mi garganta"
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Rumo ao Planalto!

Hoje foi divulgada a nova pesquisa Ibope sobre a intenção de votos rumo à presidência nas próximas eleições. Os números mostram uma arrancada expressiva da candidata petista Dilma Rousseff.
Segundo o blogueiro do UOL Fernando Rodrigues ainda é muito cedo pra falar em consolidação, Será?
Claro que nada está definido, mas cá entre nós, Dilma está com tudo e não está prosa, em alguns meses ela já desponta como a principal rival de Serra, desbancando os outros candidatos como Ciro e Marina Silva.

Pesquisa estimulada em que os candidatos Ciro e Marina aparecem entre os presidenciáveis.


Pesquisa estimulada sem a presença de Ciro.

Acredito mesmo que as eleições esse ano serão definidas em dois pólos: PT X PSDB
O que na teoria para alguns pode não representar nada, nem muito menos pólos contrastantes, na prática estamos vendo que o atual governo tem avançado em projetos historicamente renegados, pelos partidos sociais democratas.

É isso, façam suas apostas!!!
Eu já tenho a minha!

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

DB019 - Eleiçoes estudantis en la UNC

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No úlitmo dia 26 de outubro rolou aqui na Universidad Nacional de Córdoba as eleiçoes gerais do movimento estudantil. Diferente da UFSC (universidade que estudo no Brasil!), aqui as eleiçoes de todos os centros academicos e representaçoes estudantis (nos consellhos superiores) acontecem na mesma data.

Diferente também é a forma de organizaçao das entidades estudantis, ou seja, os grupos estudantis (e porque nao partidários!) sao instancias que estao presentes em praticamente todos os cursos.



Por exemplo, os estudantes independentes da agrupaçao La Bisagra concorrem as eleiçoes para o centros academicos de Serviço Social, Psicologia, Economia, Direito, e em cada uma dessas escuelas ou facultades possuem estudantes filiados a agremiaçao maior. No Serviço Social esses estudantes sao os Tinku (Tinkunacos).
Totalmente diferente do movimento "pseudoindependente" das universidades brasileiras, aqui a coisa é escancarada mesmo, e os estudantes se orgulham de participarem desses partidos políticos, ou no caso dos independetes de serem "independetes".

O video deste post é um pequeno exemplo da forma dos movimentos estudantis.
É importante dizer que nao imprego juizo de valor ao apresentar tais diferenças entre esses dois espaços sociais, até porque sabemos que tais espaços (a realidade universitária do Brasil e a realidade universitária Argentina) se constituiram por processos históricos diferentes, mesmo que tenham entre si diversas semelhanças. Para um juízo de valor necessitamos de outras ferramentas, o que nao a pretensao aqui.

Quero mesmo é dizer que comparaçao no Serviço Social da UFSC (com todo cuidado nesse exercício!), posso dizer que é impressionante assistir uma processo eleitoral como esse. Em minha universidade só depois de muitos anos tivemos dois grupos estudantis concorrento às eleiçoes para o Centro Academico, enquanto aqui sao no minimo 7 grupos a muitos anos!

Vejam o video ae..... comentem o que acharam!



As imagens foram feitas enquanto rolava a apuraçao dos votos... tudo foi coordenado pelos próprios estudantes...

Detalhe: O coordenador academico do curso de Serviço Social também é eleito pelos estudantes de forma direta (e apenas pelos estudantes!).
No video ele aparece ae no meio da galera, que como todo mundo tem um posicionamento claro de qual lado do muro está!

Essa semana rola na UFSC as eleiçoes para o Diretório Central dos Estudantes e mesmo de longe meu voto vai para a chapa "Canto Geral"!!!

E que as Boas Novas continuem a reinar na Universidade Federal de Santa Catarina....

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fim de semana em Curithiba!

Mal começamos a semana e já é sexta-feira, e mesmo sem muito tempo pra qualquer coisa estou tentando atualizar esse blog todo santo dia, assim meio rapidim, mas vai indo! =]


Semana curtinha essa, bom? Otemo!!! Mas melhor que isso mesmo só a festa no STF. É um tal de habeas corpus pra lá, favores prá cá, e tudo bombando com direito a furo de notícia na imprensa obesa. Temos até estudantes (!) da UnB pedindo a cabeça do ministro Gilmar Mendes. Por mim pediam o corpo todo e rumavam com ele direito para a Corte da PQP, liberando espaço no STF!

Mas voltando a vida real, o post de hoje é mesmo pra falar do rolê do fim de semana na cidade de Curithiba!
Estive por aquelas bandas participando do XII SulPet (encontro dos grupos Pet da região sul) e mais uma vez me apaixonei pela cidade. Estive em Curithiba em 2003, mas dessa vez foi diferente!
Claro que a cidade tem as problemáticas de cotidianas de uma cidade grande, "mas observei um respirar cultural diferente com um charme e teatralidade bem peculiar" (Frase de efeito!), ou seja, o baguio é doido por lá mano!!!

E a galera também foi show... Acredita que quase fomos expulsos do alojamento por causa de uma catuaba?!?!!? E olha que a suruba ainda tava longe de começar!!!!
No fim sobrou ao menos o apelido: UFSCANA... UFSCANA e o 5° no campeonato de queimada.

Espero voltar rápido a Curithiba e me demorar um mucadinho por lá, porque dessa vez foi muito ligeiro a estadia!

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vote Chapa 2


Hoje, dia 23 de abril de 2009, ocorrem as eleições para o Centro Acadêmico Livre de Serviço Social. E para o curso de Serviço Social da UFSC esse momento é, sem dúvida, muito especial!

Temos depois de um bom tempo duas candidaturas para a diretoria do CA, e mesmo que suas propostas não pareçam lá muito diferentes, podemos dizer se materializam como duas opções diferentes. Sim, um fato histórico para nós!!!!

Assim, se você que lê esse texto for estudante do curso de Serviço Social da UFSC não deixe de participar desse momento histórico. Corra até o hall do Centro Sócio-Econômico e manifeste sua opinião, escolha entre as duas opções. E se eu fosse você votaria na Chapa 2 - Aurora Estudantil.
P.s: E só pra esclarecer hoje, 23 de abril, não é meu aniversário....uauhahuauh postar isso no orkut é jogada de marketing!!!!!

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aurora estudantil - Chapa 2


A seguir discurso de abertura da ncampanha da nossa chapa para a eleição do Centro Acadêmico Livre de Serviço Social....Avante galera!!!


Hoje o sol nascerá duas vezes. Nasceu às 6h31 da manhã e começa a raiar de novo para o movimento estudantil de nosso curso com a abertura desta campanha.

O nome de nossa chapa não vem à toa. Se agora anunciamos um novo amanhecer é com plena consciência de causa. É por saber que os estudantes de Serviço Social não se reconhecem na sua entidade representativa. É por saber que o CALISS se distanciou irresponsavelmente da sala de aula, do cotidiano do estudante, das decisões dos rumos de nosso curso e de nossa Universidade. Isto precisa acabar e quem vai decidir como, é você, que agora assiste mas que, para a mudança, deve passar a agir, discutir, criar, lutar!

Será responsabilidade do CALISS criar e revitalizar os espaços de discussão e deliberação esquecidos hoje. As representações de turma, as coordenações e comissões ampliadas, as intervenções políticas e artísticas, e mesmo as assembléias reganharão vida! Dia 23 vamos eleger uma diretoria para o Centro Acadêmico mas nem toda decisão cabe a mesma. Cada um aqui neste curso precisa ser envolvido no debate e tem sua palavra a dar. É preciso, no entanto, que essa diretoria que será eleita tenha como prioridade fundante reanimar a vida política estudantil desse curso!

Passaremos em cada sala de aula e queremos discutir com cada um e coletivamente cada ponto do nosso programa mas, principalmente, a chamada aqui hoje é para que nestas próximas semanas todos criemos aquilo que queremos e deveria ser o ambiente de um curso como o nosso. Um ambiente questionador, criativo, instigante e, sim, revolucionário!


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